Archive for the 'Literatura' Category

A DANÇARINA DE IZU

A dançarina de Izu, lançado originalmente em 1926, é uma novela baseada em anotações autobiográficas e tem como temas o amor impossível, a solidão e a sexualidade velada, recorrentes na extensa e brilhante obra de Yasunari Kawabata, escritor japonês ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1968.

Neste livro, primeira obra de destaque do autor, um jovem de dezenove anos, da elite japonesa, viaja até a península de Izu, região que fica a oeste da capital Tóquio, e lá trava contato com artistas viajantes, com quem faz amizade, e se encanta com uma artista da trupe: a pequena dançarina Kaoru, de treze anos.

A viagem tem início nas termas de Shuzenji, seguindo depois para as de Yugashima. Cruzando as cidades de Oginori e Nashimoto, o estudante chega a uma hospedaria em Yugano. Em companhia dos saltimbancos, na melhor tradição nômade japonesa, segue ao longo do rio Kawazu. Passam a noite na hospedaria Koshuya e finalmente chegam até Shimoda.

Em cada ponto percorrido uma modulação diferente, percepções, por parte do jovem estudante, de coisas que tornam a vida maior e mais intensa. Kawabata queria ser pintor e talvez por isso seus cenários sejam meticulosamente descritos e possuam cores inesquecíveis. Como um pintor, cria o fundo e insere nele os personagens que darão intensidade ao conjunto.

As personagens femininas, sempre melhor compostas que os masculinos, representam papel importante na obra de Kawabata, talvez como antídoto para uma solidão perene que o acompanhou durante toda a vida — o autor teve a trajetória costurada por mortes seguidas e precoces, o que marcou profundamente sua infância. Em A dançarina de Izu a situação não é diferente, pois se trata de um amor platônico, consumado nas profundezas do coração lírico do protagonista.

Fonte: Editora Estação Liberdade
TÍTULO: A DANÇARINA DE IZU
TÍTULO ORIGINAL: IZU NO ODORIKO
AUTOR: Yasunari Kawabata
TRADUTOR: Carlos Hiroshi Usirono

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O cotidiano dos imigrantes japoneses

A hostilidade e as dificuldades vividas pelos imigrantes japoneses durante a 2º Guerra Mundial, inclusive com o fechamento de escolas e com famílias tendo que esconder os livros escritos em sua língua materna é abordada na obra Os livros de Sayuri (Edições SM, 144 pp., R$ 22), com texto e ilustrações de Lúcia Hiratsuka. Voltada para os leitores infantis e juvenis, a publicação lança um novo olhar sobre as esperanças, as angústias e os desafios dos japoneses na sua chegada ao País, no ano em que se comemora o centenário da chegada deste povo no Brasil. O novo título da coleção Barco a Vapor será lançado no sábado, 3 de maio, às 11h, na Casa de Livros (Rua Capitão Otávio Machado, 259 – SP – Tel: 11-5182-4227)

Fonte: PublishNews

Lançamento de livro trilíngue, união árabe-sul-americana

A Reunião de Chanceleres de Países Sul-Americanos e Árabes (ASPA) anunciou a publicação do primeiro livro trilíngue — português-espanhol-árabe — organizado pela parceria.”O deleite do estrangeiro em tudo o que é assombroso e maravilhoso” foi co-editado pelas Bibliotecas Nacionais de Argélia e Brasil e pela Biblioteca Ayacucho da Venezuela.

Os chanceleres sul-americanos e árabes anunciaram também o site da ASPA “sobre a cooperação cultural regional”, cujo endereço é http://www.bibliaspa.com.br. A Biblioteca/Centro de Pesquisa possui acervos bibliográficos especializados em temas árabes, no caso da América do Sul, e em temas sul-americanos, no caso do Mundo árabe, que contemplem as principais áreas de conhecimento relacionadas às letras, artes e ciências sociais. Esses acervos poderão servir como base para o estudo e a pesquisa de estudantes de graduação e de pós-graduação, professores, diplomatas e demais interessados em adquirir conhecimento sobre a região.

A reunião dos chanceleres da ASPA também agradeceu a Argélia pelo compromisso de financiar a Biblioteca de Países Árabes e Sul-Americanos, que funcionará em uma área de 5 hectares doadas pelo governo argelino.Argélia também prometeu construir um complexo de habitações para escritores, anexo à biblioteca.

Fonte: http://www.ansa.it/ e http://www.bibliaspa.com.br/

Contação de Lendas Japonesas

No dia 16/03 (domingo), às 16h, Tiemi Yamashita estará na Saraiva do Shopping Pátio Paulista (Rua Treze de Maio, 1.947, Bela Vista – SP), vestida de japonesa, para mostrar o universo e os costumes dessa cultura por meio de suas lendas infantis. A educadora contará as mais famosas histórias do Japão, como Momotaro, Issum Boshi, Gratidão da garça, entre outras. Mais informações sobre o evento, que será realizado no Espaço Mário de Andrade, pelo telefone 11-3171-3050.

Fonte: Pronews

HISTÓRIAS PARA LER SEM PRESSA

Histórias para ler sem pressa é um apanhado de 30 contos curtos – a maioria de uma página -, em tradução direta do árabe por Mamede Mustafa Jarouche. O volume conta ainda com uma pequena mas muita esclarecedora nota do tradutor, além de índice das fontes originais (dos séculos IX ao XVIII) e ilustrações de Andrés Sandoval.

Contos curtos ou, melhor dizendo, “anedotas e historietas”, nas palavras do tradutor. A questão do nome é relevante, pois o conto é um gênero literário da prosa de ficção ocidental, em que o adjetivo literário denota escrita (littera, letra). E aqui se trata de uma prosa oral, que obedece a outro registro.

Os árabes que hoje, grosso modo, espalham-se do Oriente Próximo (Síria e Iraque) à África Ocidental (Marrocos), são originários da Península Arábica. Ao sul do grande arco das civilizações antigas (Mesopotâmia, Israel, Grécia, Egito), ficaram por muito tempo também ao largo de suas principais conquistas, como a escrita. A escrita árabe só aparece no século VII d. C., em plena Idade Média ocidental, no contexto da grande reforma sociopolítico-cultural-religiosa liderada por Maomé. Isso explica a forte marca de oralidade presente em toda a literatura árabe. Sua obra mais importante, o Livro das mil e uma noites, é não por acaso um apanhado de histórias contadas por uma personagem, Sherazade.

Como explica a nota do tradutor: “As anedotas e historietas curiosas se constituem num dos fundamentos da retórica da prosa em árabe, encontrando-se disseminadas, muitas vezes repetidas, por quase toda a vasta produção que vai do século VIII até pelo menos o XVIII.” O que, então, se liga diretamente ao critério de seleção desta antologia: “Não se pode afirmar que seja dificultosa a empresa de recolher tais historietas, tamanha a sua abundância. A questão é o critério de seleção – e as histórias que vão enfeixadas neste volume, por exemplo, não obedecem a outro que não o dos eventuais deleite e curiosidade do tradutor, o qual espera correspondam aos dos leitores”.

Os títulos das pequenas narrativas dão bem uma idéia de seu saboroso conteúdo, reflexo de um mundo ao mesmo tempo mercantil-agrário, patriarcal e “mágico”, em que a tradição domina: “O poeta e o vendedor de melancias”, “O peregrino, o colar e o perfumista”, “Alquimia e farmácia”, “A moeda de ouro e seus filhotes”, “Um asno singular”, “Um pão por mil moedas de ouro”, “Vizir austero e juiz ligeiro”, “Duas histórias de Juha, o sábio bobalhão”, “Sobre a fundação de Bagdá”, “O mercador desonesto”, “Um orador esquecido”.

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Inscrições abertas para o Concurso Nacional de Haicai “Nempuku Sato”

Em comemoração aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, a Secretaria do Estado da Cultura, em parceria com a Associação Cultural e Beneficente Nipo-Brasileira de Curitiba, abre dia 11 de fevereiro as inscrições para o Concurso Nacional de Haicai “Nempuku Sato”.

Os três melhores trabalhos receberão R$3 mil, R$2 mil e R$1 mil, respectivamente. As inscrições serão aceitas até o dia 11 de abril. Devem ser feitas pessoalmente ou enviadas para o Concurso Nempuku Sato, Secretaria do Estado da Cultura, Rua Ébano Pereira, 240, Curitiba – PR, CEP 80410-240.

Os haicai devem ser inéditos, escritos em língua portuguesa, seguir a métrica japonesa (três versos de 5-7-5 sílabas) e apresentar termo de estação (kigo), sem título nem rima, conforme a tradição japonesa. Os vencedores serão anunciados em maio e os poemas divulgados num evento comemorativo do centenário da imigração japonesa no Brasil.
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Nempuku Sato (1898-1979) foi um imigrante japonês que ajudou a disseminar o haicai em terras brasileiras. De sua linhagem segue o poeta Masuda Goga que influenciou a paranaense Helena Kolody. Além dela, a poesia paranaense conta com nomes como Alice Ruiz e Paulo Leminski, entre os divulgadores do haicai.

Serviço:
Concurso Nacional de Haicai “Nempuku Sato” – Inscrições de 11/02 a 11/04.
Incrições podem ser realizadas no local ou enviadas para “Concurso Nempuku Sato”, Secretaria do Estado da Cultura, Rua Ébano Pereira, 240, Curitiba – Pr, CEP 80410 – 240.
Mais Informações: (41) 3321– 4738 ou (41) 3321 – 4718

Fonte: http://www.cultura.pr.gov.br

LIVROS NO CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NO BRASIL

Prêmio Nobel de Literatura, crônicas e romance histórico – são as obras do catálogo da Globo Livros sobre a cultura japonesa.

Beleza e tristeza, de Yasunari Kawabata

Prêmio Nobel de Literatura de 1968, Beleza e tristeza é uma obra-prima de complexidade e sutileza. Mesclam-se na narrativa observações psicológicas e um profundo questionamento sobre o sentido da arte e da literatura. A obra é uma meditação sutil sobre temas caros ao autor: a solidão e a morte; o amor e o erotismo.

Cenas Japonesas – crônicas de um brasileiro em Tóquio, de Ronald Polito
Iguarias exóticas de preparo duvidoso, a obsessão dos japoneses pelas histórias em quadrinhos, o consumismo desenfreado, o odor nauseante da capital. Essas e outras características por vezes confirmam e outras desmistificam a imagem que o ocidente constrói da nação japonesa Desse modo, o livro põe em questão os mitos sobre o povo japonês em crônicas bem-humoradas e de ironia peculiar. O autor, mestre em história social das idéias pela Universidade Federal Fluminense, produziu as crônicas durante os três anos em que lecionou na Tokyo University of Foreing Studies, Japão.

Saga – A história de quatro gerações de uma família japonesa no Brasil, de Ryoki Inoue

Do fim da era dos samurais à violência de São Paulo atual. Da repulsa inicial ao estilo de vida do ocidente aos casamentos miscigenados. Por meio dos dramas e conflitos de quatro gerações de uma família, a trama reflete sobre diferenças étnicas e os limites entre tradição e preconceito. Além de constituir uma bela introdução à admirável cultura japonesa.

Este ano, a Globo Livros lançará dois clássicos traduzidos diretamente do japonês: Coração, de Natsume Soseki e Trem noturno da Via Láctea, de Miyazawa Kenj.

Fonte: maxpressnet/