Por Jules Lied

É sobre este misto de culturas que escrevo hoje.
Um lugar que há pouco tempo fazia parte da fantástica e vibrante Índia (ex-colônia inglesa), mas que hoje é um Estado independente, com seu idioma e povo singular: O Paquistão.
Está nos noticiários ultimamente e tem sido bem polêmica a situação política desse país… mas será que alguém parou pra pensar mais além?
Particularmente eu nunca pensei a respeito… até que, há uns anos atrás, me deparei com o cara que um dia seria meu namorado. Um paquistanês. Que coisa não?!
A cultura do Paquistão mantém muito da cultura indiana, sua culinária, vestimentas, os rickshaws, as bangles (pulseiras) coloridas… até o idioma Urdu é muito semelhante ao Hindi na fala, a escrita porém utiliza-se do alfabeto árabe. E é dessa parte do globo que vem a religião dos paquistaneses – muçulmanos Sunitas ou Xiitas, diferenças religiosas à parte.
Hoje penso ser impossível não se apaixonar por uma cultura tão diferente à nossa e no entanto tão cativante. É como ter o melhor de dois mundos em um só, contrastando com a minha realidade ocidental.
As diferenças são enormes e sempre presentes, mas são justamente elas que surpreendem e encantam… desde comer as refeições com a mão (direita!), passando pela paixão pela música e poesia em Urdu, até chegar nos pomposos casamentos arranjados, nos banquetes, nas festanças, Insh’Allah!
Esqueçam os terroristas paquistaneses de “Syriana” (filme com George Clooney) e as reportagens ruins que a CNN insiste em fazer…
Lembrem-se da montanha K2 na Caxemira;
Das dupatas e hijabs (véus) bordados e coloridos;
Dos homens de traços árabes e indianos usando suas roupas típicas;
Do povo apaixonado por Cricket;
Dos lindos casamentos;
Das incríveis paisagens.
E de todas as outras belezas a serem descobertas.